terça-feira, 18 de agosto de 2009

SAUDADES DO QUATRO-MEIA-NOVE

Quando eu era criança e meu pai era um dos donos daquele açougue que eu comentei no outro dia, havia uma casa perto da minha cujo número era 469. Nessa casa, eu, meus três irmãos e dois primos, que os meus pais criavam, passamos dias maravilhosos da nossa infância.
Na casa, morava uma senhora de muita idade (cabelos já branquinhos) que tinha um filho homem, mais ou menos por volta dos 30 anos, que era médico. O filho saía pela manhã e deixava a mãe com uma empregada que lá morava.
Como nós éramos filhos do açougueiro a senhora nos deixava brincar no quintal que havia nos fundos da casa dela.
Gente, vocês não fazem idéia que maravilha! O quintal tinha muitas árvores frutíferas tais como, laranjeira, mangueira, abacateiro, tamarineiro, figueira e caramboleira entre outras, inclusive uma jabuticabeira, de quem eu era amiga inseparável.
A senhora só nos pedia que não tirássemos frutas do pé para desperdiçar; que o que colhêssemos fosse para comer, mas que antes lavássemos no tanque (Coitada, que ilusão! Aonde ela acha que nós adquirimos os anti-corpos que nos impediram de ficar doentes?).
Era muito bom passar as tardes lá. Sim, as tardes, porque estudávamos pela manhã e quando chegávamos em casa largávamos o material, trocávamos de roupa, almoçávamos e pedíamos a mamãe para ir “brincar no quatro-meia-nove”.
Com o consentimento dado, lá íamos nós. Voltávamos ao fim da tarde, para lanchar e fazer os “deveres de casa” para o dia seguinte levar para a escola.
Era muito bom, muito bom mesmo!!!!!!

Um comentário:

  1. A infância é sempre o melhor estágio da vida, pena que a gente só sabe disso quando passa!

    Fruta suja do pé = vitamina S! kkkk

    Beijooooooooooo

    ResponderExcluir