Uma vez, eu estava internada num hospital porque havia feito uma operação no períneo, para corrigir um probleminha que surgiu quando dei à luz uma filha.
Fiquei só uns dois dias no hospital e corria tudo muito bem, eu estava passando bem.
No dia em que fui operada, de madrugada, estava dormindo e acordei com a sensação de que alguém havia me dado um cutucão nas costas para que eu acordasse. Não foi nada doído, foi apenas um empurrão que me assustou e eu acordei. Estava deitada de lado com o braço esquerdo flexionado sobre o corpo e a mão pendurada.
Quando acordei, nessa situação, olhei para a minha mão onde estava espetada a agulha que trazia o soro para dentro do meu corpo e observei que a agulha havia, praticamente, saído da veia e o sangue escorria pela minha mão e já havia formado uma poça no chão.
Fiquei assustada, achei que devia pressionar a veia com os dedos da mão direita para que parasse de sangrar, mas se assim o fizesse não poderia apertar a campainha para chamar a enfermeira. Então, preferi colocar a mão sangrando para cima e com a outra apertar freneticamente a campainha para que alguém viesse me ajudar.
Não demorou nada e a enfermeira apareceu. Ela ficou apavorada com o que viu (eu percebi), saiu rapidamente para ir buscar material e voltou com uma colega. As duas, sem nem colocarem luvas para a própria proteção contra doenças transmissíveis, trocaram o esparadrapo que prendia a agulha, limparam o chão e trataram de me tranqüilizar, dizendo que estava tudo bem.
Tudo isso, naturalmente, com receio de que eu pudesse futuramente me queixar ao hospital, porque, como o tubo de soro estava cheio, demonstrando que elas o haviam trocado há bem pouco tempo, e eu estava dormindo, tão cedo elas não voltariam ao quarto e o pior (ou melhor, sei lá?!?) poderia ter me acontecido.
Como não era o meu dia de partir deste mundo, o Senhor mandou que um anjo, que deve ser o meu anjo da guarda, me acordasse para que eu buscasse socorro.
Concluindo, por este e outros “causos” acontecidos comigo, EU ACREDITO EM ANJOS.
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