quarta-feira, 30 de setembro de 2009

CRIANÇA SABE CURTIR

Do ponto de vista de um adulto, criança tem cada uma...
Quando nós, eu e meus irmãos, éramos crianças, adorávamos passar uns dias na casa da minha avó materna. Acontece que a minha vó era “pobre-de-marré-deci” e, considerando que na minha casa tínhamos comida em excesso, porque meu pai era filho de português e ainda por cima açougueiro, era uma insanidade infantil querer ir para a casa da vovó.
Contudo, adorávamos, embora morássemos na Tijuca e a casa da vovó fosse num fim de mundo onde as ruas nem eram calçadas.
Toda vez que ficávamos de férias escolares, queríamos passar uns dias na casa da vovó.
Ela era uma figura muito gaiata, da qual ainda me lembro muito.
Uma vez, os meninos estavam no banheiro fazendo xixi e, como todos sabem, meninos fazem barulho porque o xixi cai do alto. Aí, ela ouvindo o barulho, gritou: “Ô crianças, fechem essa torneira aí no banheiro, não fiquem gastando água à-toa”. Os meninos acharam graça e nunca mais deixamos de lembrar esse episódio a cada vez que escutamos uma pessoa do sexo masculino urinar fazendo barulho.
Na casa dela, nosso café da manhã era chá de aniz (que tem gosto de erva-doce) que havia plantado no quintal e, pão sem nada dentro; ainda assim era bom.
Um dia, estava chovendo e Geraldo, meu irmão mais velho, foi buscar o pão e, como o chão estava enlameado, escorregou e caiu; rasgando um pouquinho o saco do pão que ficou um pouquinho sujo de lama. Como a vovó não tinha dinheiro para outros pães, pegou os que estavam um pouquinho sujos e ficou na pia, passando a mão bem molhada para tirar a laminha. Nesse dia, nós comemos pão úmido com chá de aniz e achamos bom assim mesmo.
Criança tem coisas que só mesmo as crianças entendem.

domingo, 27 de setembro de 2009

EXPERIMENTE NOVOS CAMINHOS

(Transcrito da revista “Nestlé com Você”)
Todo dia você vai ao trabalho pela mesma rua?
Experimente ir pela paralela e procure descobrir novos prédios.
No restaurante a quilo você só come o mesmo prato?
Tente um novo ou vá a outro restaurante.
Está cansado das atividades de sempre: trabalhar, ver televisão, arrumar a casa?
Proponha à família um fim de semana diferente, um piquenique na praia ou uma caminhada por uma trilha.
A vida merece ter novos temperos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

ACREDITE NO SEU POTENCIAL

(Transcrito da revista “Nestlé com Você”)
A frase é de um vencedor do Prêmio Nobel da Paz, Arcebispo Desmond M. Tutu, e diz o seguinte: “Você é uma pessoa muito especial, torne-se o que você é”.
Muitas vezes, esquecemos de nossas qualidades. A verdade, porém, é que lá no fundo a nossa força está guardadinha à espera de ser resgatada e usada para realizar os sonhos que temos.
Um projeto que você tinha deu errado? Levante a cabeça e inicie outro.
A vida não é só feita de vitórias e ter uma atitude positiva mesmo diante das derrotas é o que nos garante ir além.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

REVEJA VELHOS AMIGOS, FAÇA OUTROS NOVOS

(Transcrito da revista “Nestlé com Você”)
“Tu és eternamente responsável por aquilo que cativas.”
A frase do francês Antoine de Saint-Exupéry, que aparece em seu famoso livro “O Pequeno Príncipe”, diz tudo e vale para as amizades. Cultivá-las fará um bem enorme – ao seu amigo e a você.
Portanto, tente abrir mais espaço na agenda para encontrar as pessoas queridas das quais anda afastado.
Telefone quando estiver com saudades, mesmo que seja só para saber como elas estão.
E mantenha-se aberto para conhecer gente nova.
Não pense que todas as pessoas bacanas já fazem parte do seu ciclo: você pode perder a oportunidade de formar novos elos afetivos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

PAÇOCA DE FARINHA

Na minha infância, as coisas não era fáceis de se obter como hoje.
O pão doce custava caro na padaria e só tinha daquele simples, com um creminho amarelo em cima, era o único tipo que existia. Aí, quando eu tinha vontade de comer pão doce, passava manteiga num pedaço de pão, colocava açúcar e comia. Que delícia!
Paçoca não era coisa que se vendesse em qualquer lugar e quando a gente encontrava era também só para os “abastados” (classe média, com alguma grana) aí, eu pegava meio copo de farinha de mesa, misturava com açúcar e... comia paçoca.
Refrigerante, só existia Guaraná, Grapette (que era como a Fanta uva), Crush (que era igual à Fanta laranja) e só; o resto era refresco de groselha. Como tudo, o refrigerante era caro também e por isso só entrava em casa no almoço de domingo, quando a família sentava toda junta à mesa.
Doce, coisa rara naquela época, era goiabada, marmelada, pessegada ou figada (feita de figo, naturalmente). Havia até uma lata redonda que trazia um quarto de cada sabor.
As coisas realmente começaram a melhorar com o surgimento do primeiro supermercado (gente... sou antiga,eu presenciei isso), as “Casas da Banha”, cuja política era ganhar muito vendendo mais barato e por isso, em grande quantidades. O primeiro deu tão certo, que surgiram várias lojas da Casas da Banha e de muitos outros supermercados.
Aí, o povo começou a comprar bastante comida, porque o preço permitia. Me lembro que mamãe comprova uma mortadela inteira, para fazer merenda pra levarmos à escola. Goiabada, comprada em pedaços, a granel, era mais barato.
Aí, além da quantidade, tinha a variedade.
Na minha infância, o que tinha de sobra e, talvez por isso hoje eu não ligue, era carne porque o papai era sócio do açougue e, frutas porque os donos da quitanda eram dois homens solteiros, amigos e vizinhos nossos, que todo domingo pela manhã nos davam um cesto grande cheio de frutas com pequenas marcas de amassado ou muito maduras, que não conseguiriam mais ficar em exposição sem estragar.

sábado, 5 de setembro de 2009

TEM COISAS QUE A GENTE NÃO ESQUECE

É impressionante como certas coisas que aconteceram na vida da gente são inesquecíveis, independente da idade que você tenha à época do acontecimento.
Eu tenho memória de coisas boas e ruins de quando eu era bem pequena, coisas que de forma boa ou ruim me marcaram.
Quando eu fiz 4 anos, minha primeira professora (Dona Leda) do Jardim de Infância, foi à minha casa me dar os parabéns e um presente. Sim, porque durante toda a minha vida, a partir desse ano, eu sempre faltei à escola nos aniversários (mania). Bem, eu me lembro até hoje que o presente era uma carteirinha de colocar notas (dinheiro) e na frente tinha uma bolsinha para as moedas. A carteirinha era toda vermelha e a bolsinha de moedas na frete, era branca com bolinhas vermelhas; do lado da carteirinha tinha uma correntinha dourada com uma figuinha preta pendurada.
Eu achei o máximo a minha professora ter ido me dar os parabéns em casa, fiquei toda prosa.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

SINAL DOS TEMPOS

É interessante, olhar para o passado e ver como as pessoas de uma determinada “casta” viviam e como as pessoas desse mesmo nível vivem hoje.
Antigamente, não havia crediário então, para comprar qualquer coisa era muito difícil, porque quando você conseguia juntar o dinheiro, o produto que você queria já estava custando mais caro.
Na minha casa, geladeira, aparelhagem de som (que na época se chamava vitrola) e máquina de lavar, só entraram quando minha mãe começou a trabalhar em casa como costureira e as lojas começaram a financiar as compras.
Nessa época minha mãe fez a festa, comprou aparelho completo de porcelana para café, chá e jantar e comprou um jogo de cristal, com taças pra todos os tipos de bebidas. Tudo muito luxuoso, muito “chic”. Coisa boa mesmo, ainda temos algumas peças de porcelana e de cristal.
Televisão era só para quem tinha muito dinheiro, tanto que na minha casa a primeira TV (em preto/branco) chegou pelas mãos de um dos meus irmãos, comprada pelo crediário, naturalmente, quando eu tinha 17 anos. Até então, eu era o que se chamava “televizinho” ou seja, pessoas que viam TV na casa do vizinho.
Pouquíssimas pessoas tinham carro ou telefone que eram um tremendo símbolo de status. O sonho das mocinhas era namorar rapazes que tivessem carro, porque essas pessoas “estavam bem de vida”.
Hoje, nos lugares onde moram as pessoas de baixa renda, a gente vê antenas parabólicas, caríssimas aparelhagens de som, computador, internet, telefone, celulares de modelos caríssimos, etc.
E pensar que a minha mãe morou num quarto de pensão (que posteriormente passou a ser chamada de “cabeça de porco”) com meu pai e três filhos. Só conseguiu uma casa pra morar quando eu estava para nascer.
Hoje, qual a moça que aceita casar sem ter uma casa toda mobiliada e com todos os eletrodomésticos necessários. É ruim hem???????
Eu acho muito certo, porque se a pessoa não constrói nada quando jovem , depois mesmo é que não vai conseguir, ainda mais se tiver filhos.