terça-feira, 1 de setembro de 2009

SINAL DOS TEMPOS

É interessante, olhar para o passado e ver como as pessoas de uma determinada “casta” viviam e como as pessoas desse mesmo nível vivem hoje.
Antigamente, não havia crediário então, para comprar qualquer coisa era muito difícil, porque quando você conseguia juntar o dinheiro, o produto que você queria já estava custando mais caro.
Na minha casa, geladeira, aparelhagem de som (que na época se chamava vitrola) e máquina de lavar, só entraram quando minha mãe começou a trabalhar em casa como costureira e as lojas começaram a financiar as compras.
Nessa época minha mãe fez a festa, comprou aparelho completo de porcelana para café, chá e jantar e comprou um jogo de cristal, com taças pra todos os tipos de bebidas. Tudo muito luxuoso, muito “chic”. Coisa boa mesmo, ainda temos algumas peças de porcelana e de cristal.
Televisão era só para quem tinha muito dinheiro, tanto que na minha casa a primeira TV (em preto/branco) chegou pelas mãos de um dos meus irmãos, comprada pelo crediário, naturalmente, quando eu tinha 17 anos. Até então, eu era o que se chamava “televizinho” ou seja, pessoas que viam TV na casa do vizinho.
Pouquíssimas pessoas tinham carro ou telefone que eram um tremendo símbolo de status. O sonho das mocinhas era namorar rapazes que tivessem carro, porque essas pessoas “estavam bem de vida”.
Hoje, nos lugares onde moram as pessoas de baixa renda, a gente vê antenas parabólicas, caríssimas aparelhagens de som, computador, internet, telefone, celulares de modelos caríssimos, etc.
E pensar que a minha mãe morou num quarto de pensão (que posteriormente passou a ser chamada de “cabeça de porco”) com meu pai e três filhos. Só conseguiu uma casa pra morar quando eu estava para nascer.
Hoje, qual a moça que aceita casar sem ter uma casa toda mobiliada e com todos os eletrodomésticos necessários. É ruim hem???????
Eu acho muito certo, porque se a pessoa não constrói nada quando jovem , depois mesmo é que não vai conseguir, ainda mais se tiver filhos.

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